Perda da consciência
Onde todos à volta percebem o que está acontecendo, mas a mulher não. Essa perda de consciência vem de mãos dadas à confusão mental e à dúvida sobre o que é ou não real.
Culpa
Um dos efeitos mais conhecidos. Faz com que a mulher justifique o comportamento do outro com base no seu: “eu também não sou fácil de lidar”, “ele fez isso porque eu provoquei”, “eu também errei”. Ideia de que se mudar o seu comportamento ou agir de outra forma o abuso não voltará a acontecer.
Esperança
Ela vem pela fase da lua de mel do ciclo da violência. Um momento de promessas, reconciliações, onde você renova as esperanças e expõe suas questões mais íntimas e vulnerabilidades. Quando a lua de mel passa, o ciclo se retoma.
Achar que também é abusiva
Quem está vivendo o abuso fica fraca, isolada, sem autoestima, sem identidade e desgastada. A partir dessa fraqueza é comum que a reação aconteça por meio de um comportamento abusivo, seja para se proteger, contra-atacar ou como contra controle.
Devemos lembrar que o abuso deixa a saúde mental tão fragilizada que, às vezes, a reação é imitar o comportamento do abusador, tanto no relacionamento atual, quanto em relações futuras. Mas atenção: ações isoladas de abuso não te tornam uma abusadora.


