Quando falamos em violência contra a mulher, estamos falando de qualquer atitude que machuca, controla, humilha ou limita uma mulher pelo fato de ela ser mulher. Isso inclui violência física, sexual, psicológica, moral e patrimonial — desde agressões explícitas até formas mais silenciosas, como controle, isolamento, ameaças e desvalorização.
É uma violação de direitos humanos que se sustenta em desigualdades históricas e padrões culturais que naturalizam o controle sobre o corpo, a vida e as escolhas das mulheres.
Existem sinais que normalmente aparecem antes da violência física
A violência física nunca acontece isolada. Sempre é precedida por violência psicológica e/ou outras, como violência sexual.
Comportamentos sutis e velados, difíceis de identificar, tendem a estar presentes na dinâmica da relação.
Eles aparecem como, por exemplo: controle disfarçado de cuidado, ciúmes excessivo como demonstração de “amor”, manipulação, (gaslighting, por exemplo), chantagem emocional, inferiorização, ofensas, depreciação, silenciamentos (mansplanning, manterrupting).
Atos como socar a parede, quebrar objetos são sinais alarmantes de que a próxima “coisa” a ser agredida pode ser você.
Se você desagrada, ele passa a te ignorar. Não comunica, passa a te punir de forma silenciosa. É o que chamamos de tratamento de silêncio.
A falta de autonomia também costuma ser algo presente. O controle das redes sociais, das roupas, das pessoas com quem é permitido ou não falar; reforçando uma tentativa de isolamento, pois uma mulher isolada é uma mulher mais vulnerável.
A forma como você se sente te comunica sobre a relação
Se pisar em ovos e calcular como agir por medo da reação daquele homem estão presentes cotidianamente, o que isso indica? Que não há segurança!
Relacionamentos “montanha russa”, com muita instabilidade, muitas vezes são valorizados e descritos como emocionantes, mas não são sinôninos de relação sáudavel.
Amor e violência não podem coexistir.